corredora tem a sua estreia em maratona adiada por causa de trombose

TROMBOSE IMPEDE ATLETA DE ESTREAR NOS 42 KM

Conheça as estratégias que a corredora usou para superar o problema e voltar a correr

Planejamento de treino é palavra-chave na vida de um corredor. A paulistana Karina Cabreira seguia a regra e escolheu a maratona em que ia estrear. Disciplinada, a corredora cumpria as planilhas à risca, até que uma trombose colocou em xeque seus planos.

Quem corre maiores distâncias sabe que todo sábado é dia de ‘longão’. Em um desses treinos de agosto de 2017, Karina tinha que fazer 28 km. Preparava-se para sua primeira maratona, a de Amsterdã, em outubro. Terminou o treino com dor na panturrilha direita. Na segunda-feira, fez sessão de acupuntura para ajudar na recuperação, mas o incômodo insistia.

“Três dias depois, ainda não conseguia apoiar o pé no chão, achava que tinha uma contratura. Mas fui ao médico e, com o exame de imagem, confirmou-se uma trombose. Assustei!”, conta Karina.

 

Corredora Karina Kabreira tem estreia em maratona adiada por trombose
Karina comemora um de seus primeiros treinos depois da trombose, em Atibaia, com o belo visual da Pedra Grande.

Por que mudar de planos depois da trombose

A palavra trombose é feia e sua definição também causa preocupação. Trata-se da formação de um coágulo (trombo) na veia, impedindo o fluxo sanguíneo. Ele literalmente bloqueia o caminho do sangue. Com este diagnóstico, qualquer esforço físico pode desprender o coágulo que, se seguir em direção às artérias principais, num caso extremo resulta em embolia pulmonar.

Para Karina, treinos suspendidos, planos adiados. Até teve alta para viajar (estava com tudo reservado), mas entrou em cena uma companheira: a meia de compressão graduada Sigvaris. No avião e pelas ruas da capital holandesa, ela usava a meia – era a condição médica essencial para sair do país.

 

O retorno seguro aos treinos de corrida

A corredora voltou aos treinos já em dezembro de 2017. Além do volume moderado e o avanço gradual nas distâncias percorridas, ela corria sempre com meia de compressão graduada. “Eu me senti mais segura. Depois de algumas semanas já passei a usar a meia apenas no pós-treino. E como trabalho sentada o dia todo, intercalo as versões com pé e sem pé (canelito), conforme a roupa.”

Karina entendeu que este acessório é um excelente método preventivo. Isso porque as meias de compressão graduada reduzem o risco de trombose uma vez que melhoram o retorno do sangue venoso.

Karina corre há seis anos e já completou cinco meias maratonas. Seu próximo desafio? A meia maratona do Rio de Janeiro, em junho deste ano. Talvez arrisque uma maratona no segundo semestre.

Deixar um comentário