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TROMBOSE E CORRIDA: AQUI ESTÁ TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Milhares de pessoas sofrem com Trombose, esta doença vascular, que pode ser fatal. Meia de compressão é fundamental durante o tratamento

Se você costuma trabalhar bastante tempo sentado e praticar atividades físicas como corrida de rua, deve aumentar a vigilância contra uma inimiga silenciosa: a trombose. Isso porque um estudo da Universidade Columbia (EUA) demonstrou que das 16 horas diárias que as pessoas passam acordadas, elas ficam cerca de 12 horas sentadas, seja no escritório, seja no carro (ou no sofá de casa, na mesa de um bar…).  E esse cenário (aliado ao esforço físico intenso) é o pano de fundo ideal para o surgimento do problema. Aqui, vamos explicar as causas e sintomas, métodos de prevenção à trombose e, ainda, como as meias de compressão graduada ajudam no tratamento da doença.

O que é a trombose

De repente, parte do seu sangue se solidifica e transforma-se num coágulo, dentro de um vaso sanguíneo. Essa formação refere-se à doença conhecida como trombose, que entope a veia ou a artéria. Isso prejudica a circulação e pode causar problemas mais graves. Estima-se que a ocorrência de trombose seja de 50 casos para cada 100 mil habitantes.

Os tipos de trombose

Pode-se dividir em dois grandes grupos: trombose arterial e trombose venosa. A formação do coágulo no primeiro caso ocorre em uma artéria e no segundo, em uma veia. Os acidentes vasculares cerebrais, por exemplo são um tipo de trombose arterial. Porém, a trombose venosa é a mais comum – 90% dos casos da doença se enquadram aqui. Dentro desse grupo vamos destacar a trombose venosa profunda, que acontece dentro dos músculos, principalmente das pernas.

As causas da trombose

De acordo com Mariana Krutman, cirurgiã vascular graduada pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp), a doença tem causa multifatorial. Costuma ser uma combinação de características individuais a exemplo da predisposição hereditária, obesidade, doenças ou lesões nas veias das pernas, imobilidade por qualquer motivo, certos medicamentos, entre outras.

A idade também entra no pacote. Pessoas a partir de 65 anos possuem uma maior predisposição a manifestar a doença. Mas o gênero não faz muita diferença, já que a incidência em homens e mulheres é quase semelhante, com algumas ressalvas: mulheres com varizes apresentam risco um pouco maior de desenvolver trombose, assim como aquelas que usam pílula anticoncepcional, uma vez que alterações hormonais também são fatores de risco. Homens, por sua vez, têm duas vezes mais propensão ao reaparecimento da trombose após o término do tratamento, segundo estudo publicado no periódico The Lancet.

E no universo esportivo, os corredores de longa distância são alvo mais fácil para a doença na versão venosa. “Isso porque, numa situação de desgaste físico do organismo, ocorrem microlesões musculares, desidratação… Esse é um cenário propício para a trombose se instalar”, alerta Mariana.

Trombose

Os sintomas da trombose venosa

Como saber se o que você tem é trombose? Três sinais clínicos de possível trombose nas pernas:

  • Uma dor pontual limitante, que impede você de correr ou até mesmo caminhar;
  • Musculatura endurecida e, às vezes, a pele fica um pouco quente no local;
  • Inchaço assimétrico nas pernas. O lado mais inchado e dolorido é um possível foco de trombose.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) em 2010 revelou que 44% da população brasileira não reconhece os sintomas da trombose. “Normalmente o corredor acha que é uma contratura. Conforme passa o dia ou os dias, a dor persiste e até piora. O ideal é se dirigir rapidamente a uma clínica ou hospital para realizar um ultrassom da região”, explica a médica. Conhecido como doppler, esse exame mede a velocidade da circulação sanguínea. Qualquer variação indica uma obstrução parcial ou total de uma das veias.

A meia de compressão graduada no combate à trombose

Além da medicação, outros dois recursos são fundamentais no tratamento da doença: repouso e meias de compressão graduada. “Costumo orientar meus pacientes a ficarem um mês parados e investir na meia de compressão graduada durante o dia inteiro. É fundamental nas primeiras semanas, já que ela melhora muito o retorno venoso.”

Mariana ainda recomenda que as atividades físicas sejam retomadas gradualmente, quando não sentir mais dor. Confira algumas dicas extras dadas pela especialista:

  • Nos primeiros meses de treino pós-trombose, use as meias de compressão graduada. Além de facilitar a circulação sanguínea durante a corrida, há a questão emocional. Você vai se sentir mais seguro;
  • Nos períodos de recuperação pós-treino, repouse sempre com as pernas para cima, com as meias de compressão graduada, se quiser;
  • Nunca deixe de vestir as meias em viagens longas, em horas de trabalho, se ficar muito tempo sentado ou muito tempo em pé.

Como a atividade física regular é um aliado forte para proteger contra doenças vasculares, reserve algumas horas da semana para praticar um esporte. Você também vai colher outros benefícios;

Conheça as meias de compressão graduada Sigvaris UP17 e Sigvaris UP25. As duas podem ser suas companheiras tanto durante a corrida como na fase de recuperação pós-treino. A corredora Karina
Cabreira  precisou adiar sua estreia em maratonas por causa de uma trombose. Descubra como ela superou esse problema.

 

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